Nos dias 3 e 4 de julho, a Conferência de Ministros da Justiça dos Países Ibero-Americanos (COMJIB) realizou a reunião da sua Comissão Delegada, integrada por representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala e República Dominicana. Participaram ainda os Subsecretários-Gerais em representação de Espanha, Honduras, México e Peru.
Nesta ocasião, as autoridades dos Ministérios da Justiça dos referidos países reuniram-se em Antigua Guatemala, a fim de rever o trabalho desenvolvido pelo Secretariado Geral da COMJIB, de acordo com os mandatos recebidos na Reunião Plenária realizada em 2013 em Viña del Mar, Chile .Da mesma forma, foram definidas as linhas de trabalho que serão desenvolvidas até à próxima Conferência. Além disso, os participantes apresentaram e debateram temas que constituem desafios importantes para a definição de políticas de justiça na região.
Durante a reunião foi aprovado o relatório apresentado pelo Secretário-Geral, Fernando Ferraro, sobre o trabalho desenvolvido desde abril de 2013, e apoiada a proposta do Secretariado de elaborar um estudo de apoio à definição de políticas sobre drogas, na linha da Prevenção do Crime. Foram ainda aprovadas outras propostas levantadas pelo Secretariado, como a elaboração de um Guia de Regras Mínimas para a Reintegração Sócio-laboral no âmbito da Acção de Reintegração de Pessoas Condenadas do Programa EUROsociAL; a elaboração de um Documento de Posição Comum Ibero-Americana na área da Justiça Restaurativa Juvenil; os resultados gerados na ação dos Mecanismos Alternativos de Resolução de Litígios; a proposta de um protocolo regional sobre Cuidados às Vítimas de Violência de Género; a elaboração de Recomendações de Coordenação Interinstitucional no combate à corrupção; bem como a proposta de trabalho no combate ao Cibercrime e ao Tráfico Ilícito de Bens Culturais. Foi ainda acordado promover a proposta sobre as Novas Tecnologias na Administração da Justiça e promover a ratificação das Convenções Ibero-Americanas promovidas pela COMJIB.
Finalmente, um relatório económico da COMJIB foi bem recebido e os países foram instados a procurar apoio político e financeiro, especialmente em apoio dos projectos e programas que a COMJIB pode gerir.
