Como bem sabem, a crise do COVID-19 pôs à prova os sistemas de justiça como pilares dos Estados democráticos da região, que já atravessavam um período de desafios marcado por uma onda de protestos em massa desde o final de 2019 até o início de 2020, motivados por descontentamento social, vulnerabilidade persistente e pobreza crescente. O diálogo mantido com os chefes e equipes dos Ministérios da Justiça e instituições afins da região ibero-americana durante o ano de 2020 revelou uma série de preocupações e prioridades comuns a serem abordadas neste ciclo excepcional relacionado ao crime organizado, especificamente, em relação ao novos modelos de atuação de organizações criminosas que aproveitaram a massiva demanda internacional por medicamentos e insumos médicos e a reduzida presença de forças de segurança em fronteiras e enclaves de valor ambiental.
A COMJIB publicou um documento que analisa a incidência e abrangência dessas novas manifestações de crimes informáticos, ou também chamados de cibercrimes, e as novas formas de criminalidade no campo do meio ambiente e combate à corrupção durante a pandemia de COVID-19 nos países ibero-americanos. Da mesma forma, são refletidas as novas medidas e políticas que estão sendo adotadas para combatê-los e são incluídas recomendações de políticas públicas para melhorar os mecanismos de prevenção, investigação e punição desses crimes nos países ibero-americanos.
Este relatório insere-se na linha de trabalho da COMJIB sobre “Cooperação Jurídica Internacional, apoio à IberRed e luta contra o crime organizado internacional” e foi realizado graças ao apoio da Cooperação Espanhola, através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

